Paraíba 1

Publicado em agosto 12th, 2017 | Por Adilson Junior

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Técnica desenvolvida na Paraíba planta ‘feijão com analgésico’ e economiza água

Pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) conseguiram desenvolver uma técnica de cultivo de feijão com redução do uso de água. O método utiliza ácido salicílico para diminuir o “estresse” da semente, fazendo com que ela germine com uma menor utilização de água. A pesquisa foi desenvolvida com o intuito de manter o cultivo do feijão, fonte de proteínas, em locais com escassez de chuvas.

Os pesquisadores testaram seis tipos diferentes de feijão caupi – sementes fornecidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) -, que na Paraíba são conhecidos por macassar, fraldinha ou feijão de corda, e descobriram que essa espécie tem grande variedade genética em termos de resistência à falta de água.

O método vem sido desenvolvido desde 2012 pelo Laboratório Ecofisiologia de Plantas Cultivadas (Ecolab), após a dissertação de Mestrado em Ciências Agrárias de Wellison Filgueiras – um dos coordenadores da pesquisa.

“A aplicação desse ácido é um tratamento simples e barato para aumentar a tolerância ao estresse hídrico no caupi, uma cultura de grande valor no Norte e Nordeste do Brasil”, destaca o professor Alberto Soares, que liderou as pesquisas ao lado de Wellison. Foram utilizadas diversas quantidades de água e ácido até alcançar uma medida ideal para a resistência à seca.

 

O “estresse” da semente é quando ela começa a germinar no solo, produzindo e se alimentando de diversas enzimas para se desenvolver. Com o novo método, as sementes são enroladas em um papel molhado com água e o ácido salicílico, fazendo com que as substâncias penetrem nos grãos. Os feijões recebem o ácido na fase inicial do desenvolvimento e nas fases de germinação, floração e frutificação do vegetal.

Os estudos quanto ao método continuam, com o intuito de quantificar o volume de água que vem a ser economizado no plantio dos feijões embebidos no ácido salicílico, mas Alberto conta que, durante as pesquisas, tem sido utilizada uma solução com uma quantidade baixa de água.

A pesquisa já foi publicada em revistas científicas e sites americanos, como o Agronomy Journal. O professor ainda conta que em 2018 será realizado um teste para o uso do método em grandes lavouras de feijão.

FONTE: G1

marconipbnet


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